
Morte
A morte não manda aviso
Apenas chega de braços abertos
Com aparência de surpresa triste,
Transformando dia claro
Em sequência sombria para quem fica.
Morte… Um caminho,
Uma porta para nova fronteira,
Uma dimensão diferente
Desdobrando-se a nossa frente.
Os parentes entre lágrimas
Perdem-se em lamentações,
A dor parece insuportável.
Os sinos dobram,
As vozes calam
E a noite vai longe.
A morte não manda aviso
Apenas chega de braços abertos
Com aparência de surpresa triste,
Transformando dia claro
Em sequência sombria para quem fica.
Dos olhos brilham novas lágrimas
Por uma dor quase sagrada.
A lembrança redundante do passado,
A saudade vai parecendo uma constante.
O choro convulsivo da mãe,
A dor pungente do conjuge, dos filhos,
As palavras do pároco perdidas na noite
Em um eco frio e solitário.
A morte segue seu percurso
Marcando novos destinos,
Abrindo novas feridas.
A morte não manda aviso
Apenas chega de braços abertos
Com aparência de surpresa triste,
Transformando dia claro
Em sequência sombria para quem fica.
Passos lentos dados com vacilo
Na direção da laje fria.
A urna desce lenta
Com todas as lembranças.
O ultimo soluço
Fica preso na garganta
Calando-se para sempre
No coração ferido.
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Death
Death sends no warning,
It just arrives with open arms
With the guise of sad surprise,
Transforming clear day
Into a somber sequence for those who remain.
Death... A path,
A door to a new frontier,
A different dimension
Unfolding before us.
Relatives amidst tears
Lose themselves in lamentations,
The pain seems unbearable.
Bells toll,
Voices hush,
And the night goes on.
Death sends no warning,
It just arrives with open arms
With the guise of sad surprise,
Transforming clear day
Into a somber sequence for those who remain.
From eyes, new tears gleam
For an almost sacred pain.
The redundant memory of the past,
Longing becomes a constant.
The mother's convulsive cry,
The pungent pain of spouse, of children,
The parish priest's words lost in the night
In a cold and solitary echo.
Death continues its course,
Marking new destinies,
Opening new wounds.
Death sends no warning,
It just arrives with open arms
With the guise of sad surprise,
Transforming clear day
Into a somber sequence for those who remain.
Slow steps taken with hesitation
Towards the cold slab.
The urn slowly descends
With all the memories.
The last sob
Stays stuck in the throat,
Silencing itself forever
In the wounded heart.
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