Num tempo remoto,
No passado mais distante,
Perdeu-se o homem no infinito de suas ideias.
O antigo antes tesouro valioso
Tornou-se tralha sem valor.
O presente... Batalha diária
Para se chegar ao amanha
Coroado com os louros do triunfo
É necessário matar um leão
Isso agora faz parte do cotidiano sem cor.
O futuro algo antes desejado pelos mais jovens
Tornou-se expectativa de um dia como outro qualquer...
Nas tardes de outono de uma era passada
O mundo acordou em pesadelo,
Tornando-se mais um objeto dos desejos.
Assim de forma inumana
Lançou-se o homem ao campo de batalha,
Fazendo das atrocidades uma necessidade.
O homem se fez cego,
Transformou-se bárbaro,
Justificando crueldades como guerra santa,
Atos divinos e santificantes.
As fronteiras caíram,
Corpos foram mutilados,
Mulheres ultrajadas,
Idosos massacrados,
Crianças escravizadas,
Toda uma nação humilhada
E várias gerações esmagadas
Sem conhecerem a ventura da liberdade.
Longe,
No passado...
Passado mais remoto,
Distante da contagem cronológica
E próxima do tempo geológico
Surgiu o homem feroz,
Caçou cabeças e construiu cidades,
Levantou templos e dominou os mares.
De tudo vez um pouco
E de um pouco a cada vez
Dominou o mundo e parte dos elementos.
De bárbaro se viu poeta,
De guerreiro viu-se gentlemen,
De primata da savana galgou as sendas da evolução
E viu-se livre no espaço para conquistar a lua,
Mas no fundo,
No seu mais intimo
Sabia-se ainda fera.
Eis a tragédia do homem perdido
Em cismas de dimensões pequenas e finitas
Tal como Ícaro
Almejando tudo que não pode ter em suas mãos.
Eis o homem quase sempre
Pequeno e medíocre,
Achando-se ser supremo,
Desejando ser divino,
Não enxerga sua tolice,
Suas ações prepotentes e mesquinhas.
Continua perdido em si mesmo
E não vê as mudanças acontecerem.
Ate quando ficará o homem perdido entre o passado e o futuro,
Entre o santo e o maldito?
Preso ao presente que reduz as oportunidades!
Eis a triste odisseia
Da fera que se fez homem
No sonho de Aquiles.
Isso agora faz parte do cotidiano sem cor.
O futuro algo antes desejado pelos mais jovens
Tornou-se expectativa de um dia como outro qualquer...
Nas tardes de outono de uma era passada
O mundo acordou em pesadelo,
Tornando-se mais um objeto dos desejos.
Assim de forma inumana
Lançou-se o homem ao campo de batalha,
Fazendo das atrocidades uma necessidade.
O homem se fez cego,
Transformou-se bárbaro,
Justificando crueldades como guerra santa,
Atos divinos e santificantes.
As fronteiras caíram,
Corpos foram mutilados,
Mulheres ultrajadas,
Idosos massacrados,
Crianças escravizadas,
Toda uma nação humilhada
E várias gerações esmagadas
Sem conhecerem a ventura da liberdade.
Longe,
No passado...
Passado mais remoto,
Distante da contagem cronológica
E próxima do tempo geológico
Surgiu o homem feroz,
Caçou cabeças e construiu cidades,
Levantou templos e dominou os mares.
De tudo vez um pouco
E de um pouco a cada vez
Dominou o mundo e parte dos elementos.
De bárbaro se viu poeta,
De guerreiro viu-se gentlemen,
De primata da savana galgou as sendas da evolução
E viu-se livre no espaço para conquistar a lua,
Mas no fundo,
No seu mais intimo
Sabia-se ainda fera.
Eis a tragédia do homem perdido
Em cismas de dimensões pequenas e finitas
Tal como Ícaro
Almejando tudo que não pode ter em suas mãos.
Eis o homem quase sempre
Pequeno e medíocre,
Achando-se ser supremo,
Desejando ser divino,
Não enxerga sua tolice,
Suas ações prepotentes e mesquinhas.
Continua perdido em si mesmo
E não vê as mudanças acontecerem.
Ate quando ficará o homem perdido entre o passado e o futuro,
Entre o santo e o maldito?
Preso ao presente que reduz as oportunidades!
Eis a triste odisseia
Da fera que se fez homem
No sonho de Aquiles.
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Achilles' Dream
Far away,
In a remote time,
In the most distant past,
Man was lost in the infinity of his ideas.
The ancient, once a valuable treasure,
Became worthless junk.
The present... A daily battle
To reach tomorrow
Crowned with the laurels of triumph
It's necessary to kill a lion
This now is part of the colorless daily routine.
The future, once desired by the youngest,
Became the expectation of a day like any other...
On autumn afternoons of a past era,
The world awoke in a nightmare,
Becoming just another object of desires.
Thus, inhumanly,
Man launched himself onto the battlefield,
Making atrocities a necessity.
Man blinded himself,
Became a barbarian,
Justifying cruelties as holy war,
Divine and sanctifying acts.
Borders fell,
Bodies were mutilated,
Women outraged,
Elders massacred,
Children enslaved,
A whole nation humiliated
And several generations crushed
Without ever knowing the fortune of liberty.
Far away,
In the past...
A more remote past,
Distant from chronological time
And close to geological time
A fierce man emerged,
Hunted heads and built cities,
Raised temples and dominated the seas.
He did a little of everything
And from a little each time,
He dominated the world and part of the elements.
From barbarian he saw himself a poet,
From warrior he saw himself a gentleman,
From a savanna primate he walked the paths of evolution
And saw himself free in space to conquer the moon,
But deep down,
In his innermost self,
He still knew himself a beast.
Behold the tragedy of man lost
In small and finite schisms
Just like Icarus
Coveting everything he cannot hold in his hands.
Behold man, almost always
Small and mediocre,
Thinking he is a supreme being,
Desiring to be divine,
He does not see his foolishness,
His arrogant and petty actions.
He continues lost in himself
And does not see the changes happening.
Until when will man be lost between the past and the future,
Between the holy and the cursed?
Trapped by the present that reduces opportunities!
Behold the sad odyssey
Of the beast that made itself man
In Achilles' dream.

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