Silêncio total,
Marasmo completo,
Não estou mais vivendo,
Agora vegeto.
Puxo as lembranças,
Quero correr
Livre como o vento,
Atravessar cercas,
Aproveitar o momento.
O passado bate forte
Apenas para atormentar...
O dia vai ficando
Cada vez mais cinza,
Monótono...
A dor que sinto agora
É uma dor morna,
São lagrimas de saudade,
De ausência,
Da falta do seu corpo,
São lagrimas de saudade,
De ausência,
Da falta do seu corpo,
Amor da madrugada.
Quanta saudade
Presa no peito,
Quanta vontade
De viver no presente
Presa no peito,
Quanta vontade
De viver no presente
Tudo novamente.
Sonhos diários,
Lembrança que teima em queimar,
Recordação do tempo mais leve...
Agora todos os dias são cinza,
Repletos de lágrimas
E sem porquês definidos.
O momento é de dor,
De silêncio,
De reflexão sobre a ausência.
Fico atado ao chão
Colecionando fracassos,
Amargando as decepções diárias.
Os dias de luta ficaram para trás
Restou apenas o gosto amargo da derrota,
Tento esquecer,
Apagar da memória,
A doce ventura humana,
De um passado de glória.
Agora tudo mudou,
Os sonhos ruíram
Como castelos de areia
E a vida colocou sob minhas costas
O peso dos pecados.
Não quero mais lutar,
Não quero mais competir,
Não quero mais...
Apenas sobreviver hoje
Para viver um amanhã sem perspectivas
De você ao meu lado.
Silêncio total,
Marasmo completo,
No presente
Estou ausente
Perdido em dúvidas menores,
Atormentando por nuances coloridas.
Silencio total
Marasmo completo
Não estou mais vivendo,
Agora vegeto.

Nenhum comentário:
Postar um comentário